O efeito chicote é um fenômeno que produz impacto negativo sobre a regularidade e a estabilidade dos pedidos recebidos numa cadeia de abastecimento. Em particular, observa-se este fenômeno quando a variação da procura aumenta à medida que se avança ao longo da cadeia.
O mesmo podemos falar sobre a informação, quanto mais distante estivermos dela, maior será a distorção percebida e sentida. Imaginem-se uma indústria, que venda seus produtos a distribuidores e varejos. O atraso no entendimento do comportamento de seus produtos, nos seus clientes, certamente prejudicará e muito a sua operação. Ter uma simples visibilidade dos estoques e vendas diariamente já garante uma melhor tomada de decisão.
A grande questão é o que fazer com essa informação, onde utilizá-la? A resposta para essa questão é ampla devido à importância do tema, seguem alguns exemplos:
- Acompanhamento de uma Campanha de Vendas: Dia após dia é possível acompanhar o volume vendido e o relacionar as ações realizadas. Possivelmente algumas ações darão mais retorno do que outras.
- Ajustar a frequência de entrega: É possível ajustar a quantidade de entregas por período além de redefinir os melhores dias para reposição. Essa ação pode reduzir faltas e excessos de estoque.
- Criação de Ordens de Reposição: Com base nas vendas diárias, uma ordem pode ser criada de acordo com políticas acordadas previamente entre as partes.
- Analisar Mix de Produto: A definição do mix correto otimiza a operação, evita esforços desnecessários e aumenta o foco no resultado.
Quais são atualmente os tipos de mecanismo que controlam o Efeito Chicote:
- Estratégias de colaboração de informação – Point of Sales (POS), Electronic Data Interchange (EDI), Enterprise Resource Planning (ERP).
- Estratégias logísticas – Vendor Managed Inventory (VMI), Compra Direta, Outsourcing Logístico.
- Estratégias Operacionais – Redução do Lead Time, Maior Frequência nas Entregas, Every Day Low Price (EDLP), Just in time (JIT).



